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PROJETOS
Quando a agência Ana Couto começou a crescer, a primeira solução foi locar mais
um andar do prédio que ocupava em Ipanema, no Rio de Janeiro. Entretanto,
quando essa ação teve que ser repetida, tempos depois, iniciou-se a procura por
um novo imóvel que comportasse o número de colaboradores e a estrutura da empresa,
que hoje possui também um escritório em São Paulo. Uma casa no bairro da
Gávea, com fachada tombada pelo patrimônio histórico, que abrigou uma antiga
boate e pizzaria, enquadrou-se no perfil de casualidade desejado.
A reestruturação do espaço era necessária para adequá-lo ao novo negócio, mas alguns
traços foram mantidos, como paredes de tijolos aparentes, uma escadaria de ferro e
uma porta de frigorífico. “Temos essa personalidade do design que é uma coisa casual,
com estilo, e não muito sofisticada. Procuramos usar ao máximo os materiais que achamos
legais, como o tijolo e o ferro. Aplicamos o conceito de investir, adaptar e manter
a cara, para definir o espaço que reflete a nossa marca. Mantivemos os critérios de arquitetura
para fortalecer o passado e criar um futuro”, explica a fundadora, Ana Couto.
A casa com cerca de 500 m², três andares e um mezanino, contou com a intervenção
dos arquitetos Maurício Nóbrega, Andréa Menezes e Franklin Iriarte. A reforma durou
apenas três meses e imprimiu a marca da empresa no local. “Todos ficam impactados
com o espaço por que tem a nossa cara, tem nossas premissas: é despojado e com
estilo na medida certa. Tem nosso jeito de ver o mundo”, diz Ana.
No mezanino, onde se encontrava a antiga cozinha, entre o primeiro e segundo pavimentos,
definiu-se a sala de criação, um espaço com biblioteca, uma grande mesa com
cadeiras e um sofá para reuniões de equipe. “Quando viemos conhecer a casa, mal
conseguíamos ver a cozinha, pois tinha muitos tonéis de gordura, foi um dos lugares que
mais me apavorou, mas achei aquela porta incrível”, declara a proprietária da agência.
“A Ana tem uma criação muito lúdica, então eu pensei na porta da câmara de frigorífico
para ser a entrada da sala de criação”, complementa o arquiteto Maurício Nóbrega.
Na recepção, mobiliário de diferentes designers, nas cores institucionais laranja e branco,
visam fortalecer o conceito da marca. As tonalidades também foram impressas no
piso da empresa. Uma grande sala de reuniões, com capacidade para 30 pessoas, e que
detalhes que
contam histórias
Projeto arquitetônico da agência de branding e design Ana Couto
é irreverente e inovador, sem desprezar as marcas do passado
As cores branco e laranja foram exploradas na área da
recepção para reforçar a identidade da empresa e sua
marca. Os móveis são uma forma de homenagear importantes
nomes do design, mostrando diversidade e informalidade
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Fotos Denilson Machado/MCA Estudio
Projeto Maurício Nobrega