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TECNOLOGIA ELEVADORES
Sistemas
informatizados
aliam o conforto à agilidade
de tráfego nos elevadores do edifício
Rochaverá Corporate Towers, em São Paulo
Agilidade em primeiro lugar
O complexo de escritórios de alto padrão (triple A) do Rochaverá Corporate Towers,
em São Paulo, é um exemplo de como otimizar a espera no hall de entrada de um
edifício comercial. Por seu alto índice de freqüência, o projeto da Aflalo & Gasperini
Arquitetos teve de reunir soluções modernas e práticas para determinar o acesso
principal ao edifício. Assim, o hall de entrada recebeu equipamentos ThyssenKrupp
Elevadores, para acessar os 17 andares da construção. No total, 24 elevadores, sendo
12 para cada torre, integram o edifício. Destes, 16 são destinados a passageiros
(oito por torre) e todos possuem o sistema ADC XXI, que otimiza o tempo de viagem
e espera. “O acesso aos andares é divido em zona baixa (do térreo ao 10º andar),
com equipamentos a uma velocidade de 2,5 m por segundo e zona alta (do 10º ao
19º andar), com velocidade de 4 m por segundo”, explica Paulo Henrique Stefan,
diretor da empresa de elevadores. Além da decoração exclusiva, os equipamentos
possuem máquinas sem engrenagens, o que reforça o conceito atual das instalações
em transportes verticais. “Contamos ainda com um software de gerenciamento, o
TK Vision, que programa o destino de um elevador para o atendimento preferencial
de um executivo que acabou de chegar para uma reunião, por exemplo”, revela.
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disso, especialmente se a cabina for iluminada por
lâmpadas fluorescentes ou leds. “É difícil comparar em
valores reais o consumo de um elevador antigo com um
atual. O que podemos atestar é que, com as tecnologias
disponíveis, os elevadores podem economizar em média
30% de energia elétrica”, afirma Estefan.
Apesar de já existirem estudos sobre métodos alternativos
de captação e uso de energia, neste segmento de
transportes verticais, pouco ainda foi feito aqui no Brasil.
Afinal, o uso de energia eólica ou solar para abastecer
um edifício dependerá do projeto inicial realizado pela
construtora. O que um elevador precisa, na verdade, é
de energia adequada à movimentação dos motores
elétricos, tanto em voltagem quanto em tensão. “Os
selos de certificação LEED normalmente são oferecidos
à edificações, como resultado de todas as instalações e
recursos utilizados na obra. Sendo assim, o resultado das
operações dos elevadores pode ser enquadrado em categorias
de eficiência de consumo”, diz Mazzerano. Na
Europa, por exemplo, algumas empresas já classificam os
resultados de consumo nas categorias A e G, conforme
os critérios de normas internacionais.
Uma novidade que tem agradado muitos administradores
de condomínios é o uso de leds na iluminação de cabinas.
Afinal, o baixo consumo de energia elétrica (equivalente
a 3,6 Watts por lâmpada), além de economia traz ainda
a vantagem de emitir pouco calor, o que reduz também
o uso de ar-condicionado. Outros opcionais de comando
também ampliam a capacidade de tráfego e diminuem
a energia gasta pelo elevador, mas o grande salto neste
quesito ainda é o sistema regenerativo de energia. “Na
prática, ele permite a utilização de parte da energia devolvida
pelo elevador durante seu funcionamento para a
rede elétrica interna da edificação, resultando em uma expressiva
economia de energia de até 35% - esta devolvida
para a rede elétrica”, explica Estefan.
Conforto e segurança na cabina
Além do tradicional uso do espelho, outras alternativas
podem conferir uma sensação de amplitude ao
espaço destinado à cabina. Um bom jeito de deixá-la
confortável é ampliar o pé-direito, assim diminui-se a
sensação de confinamento do espaço. Atualmente, é
possível encontrar modelos de elevadores com cabinas
até 2,40 metros de altura.
Já a segurança das instalações dependerá da correta manutenção
da máquina. (Veja as dicas de conservação). Inicialmente
é preciso estar atento à rede elétrica, que precisa
de um aterramento de qualidade para evitar riscos
ao equipamento e aos passageiros. Além do quê, sujeiras
provenientes das obras devem ficar longe dos elevadores,
pois o contato de substâncias com a parte elétrica e
mecânica da porta do elevador podem ocasionar problemas
de funcionamento. O ideal é que um elevador seja
avaliado por algum técnico em manutenção mensalmente.
Além disso, as empresas contratadas para a manutenção
devem possuir alvará de localização e funcionamento
e um responsável técnico junto ao CREA.
O outro lado desta moeda refere-se aos equipamentos
de segurança instalados para a vigilância da parte interna
da cabina. Neste sentido, a iluminação de emergência
e a presença de um intercomunicador são obrigatórios
segundo a norma. Já os sistemas auxiliares de CFTV,
câmeras e alarmes são itens opcionais, que podem ser
instalados por empresas especializadas no ramo, e que
obviamente, devem fornecer equipamentos adequados e
interativos com os sistemas já existentes em um elevador.